Seres meditativos

Caroline Luvizotto e Claudia Assis (coords.)

Autoras e autores: Alan Tomaz de Andrade, Antônio Luiz Ferreira Sousa Filho, Carla Negrim Fernandes de Paiva, Caroline Kraus Luvizotto, Cássia Amélia Gomes, Cintia Barudi Lopes, Claritza Arlenet Peña Zerpa, Claudia Cecilia Flores Pérez, Cristóvão Domingos de Almeida, Deborah Luisa Vieira dos Santos, Francisco Arrais Nascimento, Giovanna Tito de Fuccio, Guilherme Ferreira de Oliveira, Ingrid Gomes Bassi, Isadora da Silva Prestes, Karine Tavares Nunes, Kárita Emanuelle Ribeiro Sena, Leila Maria Gumushian Felipini, Luís Guilherme Costa Berti, Luiza Campos Mendonça, Mariana Alarcon Datrino, Mariana Marcela de Fátima Moraes, Mayra Regina Coimbra, Mixzaida Yelitza Peña Zerpa, Nelson Russo de Moraes, Onan Ferreira, Osvando José de Moraes, Paulo Henrique Caetano, Paulo Henrique Ferreira Nascimento, Raíssa Pimentel, Suely Maciel, Suzana Ataíde, Tainah Schuindt Ferrari Veras, Thiago Luiz dos Santos, Vicente Gosciola, Vivianne Lindsay Cardoso, Wellington de Oliveira Pereira

edição: dezembro de 2023
ISBN 978-989-8971-91-3 
páginas 455

No ano de 2004, quando começávamos a conviver com a chamada web 3.0 e os cidadãos ganharam a possibilidade de interagir ativamente com os espaços virtuais, Dan Gillmor publicou a obra “We the media”. Eram novos tempos, com a consolidação da blogosfera e o início dos espaços social media, traduzida para o português e o espanhol como redes sociais (ou redes sociales). Através destes espaços, a sociedade ganhou algo que considerávamos fundamental para o seu desenvolvimento: o poder da palavra. Com base nisso, Gillmor defendeu que éramos “seres mídia”, ou seja, tínhamos o desejo de protagonizar os processos comunicacionais e, diversas vezes, até tentávamos ocupar missões importantes, como as do Jornalismo. 

Praticamente duas décadas se passaram, e neste tempo muito se transformou. A sociedade perdeu a referência da mídia e de seu papel no desenvolvimento social e na construção da cidadania e da democracia. Com a perda da referência, valores importantes passaram a ser questionados, dentre eles o da notícia e, consequentemente, o da verdade. Surgiram, então, as popularmente chamadas fake news. Neste aspecto, até mesmo o termo é um erro, e foi consolidado pelo excesso de circulação dele próprio pelos seres midiáticos. Alguns teóricos defendem que o termo deveria ser definido como fake information, ou, em sua tradução literal, informação falsa. De fato, fake news(ou notícia falsa) é a menos apropriada. Afinal, se é falsa, então ela não é notícia. 

Mas a participação da sociedade na construção de processos midiáticos não se limita à informação. Ela também passeia pelo mundo das artes, valorizando ou desaprovando as manifestações. Isso também ocorre na educação, e na deseducação, e acaba até mesmo por questionar até mesmo o papel dos profissionais da educação. E assim vai, pela publicidade, pela construção da cidadania e, claro, na tecnologia. A obra, que aborda um destes temas, é de livre acesso para leitura e download e tem como proposta uma reflexão, com base em conceitos teóricos e resultados científicos, sobre os seres mídia e o seu papel em diversas searas da sociedade contemporânea.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.